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"Nevadas" do Lorvão: “Sempre tive esperança de elas ganharem novamente.”

A Pastelaria O Mosteiro, do Lorvão, conquista pela primeira vez o prémio de "Melhor Doce Conventual", depois de ter recebido Menções Honrosas em 2015 e 2017 com o mesmo doce.


Fotografia: Miguel Gabriel
Fotografia: Miguel Gabriel

As Nevadas da Pastelaria O Mosteiro, do Lorvão, conquistaram o prémio de Melhor Doce Conventual na Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais, que decorre este fim-de-semana no Mosteiro de Alcobaça. A distinção chega após mais de duas décadas de participação no evento, onde a pastelaria marca presença desde a primeira edição. “Estamos cá há 27 anos, desde o começo”, recorda Ana Cristina Esperança, que representa a casa.

Apesar da longa história no certame, a vitória deste ano não era dada como garantida. “Por acaso não estávamos à espera”, admite. Ainda assim, a esperança nunca deixou de existir, sobretudo por se tratar de um doce que o público reconhece e procura. “Sempre tive esperança de ela ganhar novamente. Por isso é que este ano voltei a concorrer.”

A receita das Nevadas mantém-se fiel às origens. “É à base de pão de ló, com doce de ovo e uma capinha de açúcar”, descreve Ana Cristina. Considera que a suavidade do conjunto pode ter contribuído para o destaque entre os doces em competição. A pastelaria já tinha alcançado duas menções honrosas com o mesmo produto - em 2015 e 2017 - mas este ano chega finalmente o primeiro prémio.

O impacto da vitória fez-se sentir logo no final do dia. “Foi bom”, resume, enquanto explica que muitos visitantes procuram não só as "Nevadas" como outros doces típicos da casa. No espaço da Pastelaria O Mosteiro encontram-se também o pastel de Lorvão, o palito de amêndoa e flor de laranjeira, o bolo do bispo, assim como doces de ovo e de amêndoa.



A pastelaria foi fundada em 1996 por um dos irmãos de Ana Cristina, responsável por todas as receitas. "Ele é o doceiro, é ele que faz as Nevadas e todos estes doces", explica. Hoje, o negócio mantém o caráter familiar e permanece instalado em frente ao Mosteiro do Lorvão, local que continua a atrair visitantes. "As pessoas encontram-nos mesmo ali, frente ao mosteiro."

Participar na Mostra tornou-se um hábito que a casa mantém desde a década de 1990. Para Ana Cristina, o objetivo agora passa por aproveitar o movimento que a distinção costuma gerar. “Espero que até domingo seja bom. Sempre a bombar”, afirma.

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