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Tempestade Kristin causa danos no Mosteiro de Alcobaça, mas monumento mantém-se aberto

Ana Pagará, diretora do monumento, explica em exclusivo ao alcobacadigital.com as intervenções previstas após a tempestade.


Fotografia: Miguel Gabriel, 2026
Fotografia: Miguel Gabriel, 2026

A tempestade Kristin provocou danos em várias áreas do Mosteiro de Alcobaça, afetando coberturas, janelas e vitrais, e levou à ativação de procedimentos de urgência para reparações e medidas de segurança. Apesar dos estragos registados, não foi necessário encerrar o monumento ao público, mantendo-se apenas restrições pontuais em algumas zonas.

"A tempestade causou alguns danos no Mosteiro de Alcobaça", afirmou a diretora do monumento, Ana Pagará, especificando que se registou a "deslocação, quebra e queda de telhas na maior parte das coberturas exteriores (incluindo a Sacristia)".

Segundo a responsável, verificou-se ainda o "agravamento do estado de conservação de janelas do Claustro do Cardeal" e o "agravamento do estado de conservação de alguns vitrais da igreja". A tempestade provocou igualmente a "queda de muitas pernadas dos cedros centenários subsistentes na cerca monástica", uma área que se encontra atualmente a ser intervencionada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Ana Pagará explicou que, "no dia seguinte à tempestade, foi desencadeado um procedimento de urgência para as reparações necessárias” nos telhados e janelas. As intervenções deverão avançar "nos próximos dias e assim que a meteorologia o permitir, tendo em conta o imperativo da segurança máxima". A diretora alertou ainda que se trata de "uma situação preocupante, na medida em que se prevê a continuidade das chuvas fortes e o risco de infiltrações aumenta”.

Relativamente aos vitrais, a responsável adiantou que "já se encontrava em andamento um procedimento para a aquisição de serviços de conservação e restauro de alguns vitrais da igreja", encontrando-se o processo "em fase final", o que permitirá o início das intervenções "muito em breve".

Apesar dos danos, "felizmente, não houve necessidade de encerrar o monumento", sublinhou a diretora. Foi apenas vedada "uma área contígua ao corpo poente do Claustro D. Dinis", devido ao risco de queda de telhas soltas, mantendo-se também um perímetro de segurança na igreja, na zona dos vitrais afetados. "Não há a registar outro património artístico atingido”, acrescentou, garantindo que o monumento “se mantém aberto ao público e em regular funcionamento".

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