Há 30 anos entre feiras e mercados, Tina trabalha hoje com toda a família na Feira de São Bernardo
- Miguel Gabriel

- há 9 horas
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Catarina, conhecida por Tina, participa há cerca de seis anos na Feira de São Bernardo. Diz que os cinco dias "compensam bastante" e garante que, se nada mudar, continuará a regressar.

Há cerca de 30 anos que Catarina, ou simplesmente Tina, como é conhecida desde criança, vive entre bancas, mercados e feiras. Aos 46 anos, a comerciante da Benedita continua a percorrer a região com a Tina Lingerie, mas há uma paragem que ganhou espaço no calendário da família: a Feira de São Bernardo. Chegou ao certame de Alcobaça há cerca de seis anos e, hoje, está atrás da banca com o marido e as quatro filhas, todos envolvidos no trabalho durante estes dias.
A entrada em São Bernardo até podia ter acontecido mais cedo. Tina conta que já tinha tentado participar, mas os espaços destinados aos comerciantes estavam ocupados. Foi preciso esperar por uma vaga. "Quando houve uma vaga, convidaram-nos para vir e pronto, ficámos", recorda.
Desde então, há razões para voltar. A comerciante destaca sobretudo a organização do certame e a resposta de quem passa pela Feira. "Os clientes aderem bem. Nós já trazíamos clientes connosco e levamos mais clientes daqui", explica. Para Tina, a combinação entre comércio, restauração e espaços de animação ajuda também a criar um ambiente onde as famílias permanecem durante mais tempo.

Ao longo do ano, a família mantém uma rotina ligada sobretudo à região Centro. A segunda-feira é, por exemplo, dia de mercado nas Caldas da Rainha, enquanto Santana é outra das paragens habituais. "Fazemos poucas, mas boas", resume Tina.
Em Alcobaça, são cinco dias intensos de trabalho, mas o balanço é claro. Quando questionada sobre se a presença na Feira de São Bernardo compensa, a resposta não demora: "Compensa, compensa bastante."
Na banca, o vestuário interior é o centro do negócio, num espaço onde o trabalho se divide agora por toda a família. O marido e as quatro filhas acompanham Tina durante o certame, transformando os dias de Feira também numa rotina familiar construída atrás do balcão. A própria comerciante confirmou que o negócio é assegurado em família.
E, depois de seis anos consecutivos em São Bernardo, a intenção é continuar. Tina não faz grandes planos nem procura uma resposta elaborada para o futuro. Diz apenas aquilo que espera repetir quando chegar agosto: "Se nada de grave acontecer, voltamos sempre todos os anos."
Entre três décadas de mercados, clientes que já a acompanham e uma banca onde hoje trabalha toda a família, São Bernardo tornou-se mais uma dessas paragens que já não precisam de grande apresentação. Para Tina, há trabalho, há público e, sobretudo, há razões para regressar.



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