Sem Filtro: precisamos de “pensar” o território, necessitamos urgentemente de planeamento


Um ano depois do fatídico domingo do 15 de outubro, seria inevitável não falar deste tema, que tantas dúvidas e palpites levanta. Como futuro geógrafo, e depois de várias análises em grupo ou em pensamentos acho de extrema importância esta matéria.

Tem sido tragédias, atrás de tragédias. O nosso país tem tido dificuldade em controlar estas situações, mesmo com o cadastro florestal, com meios financeiros e com recursos técnicos e logísticos avultados.

Todos os últimos acontecimentos tem sido um resultado de uma sequência de erros na organização e no ordenamento da floresta, que foram cometidos ao longo de vários anos. O abandono dos campos, por parte da população, mas também o resultante desaparecimento dos animais, que comiam as ervas, reduzindo o mato, e ainda a emigração.

Com isto, surge uma questão muito pertinente, e que quero realçar e que cada vez também mais se observa no concelho: as opções de habitação dos cidadãos estrangeiros, que gostam de adquirir casas isoladas no meio do campo, no meio da floresta. Esta ideia é uma grande responsabilidade, pois exige obrigações de várias partes, pois é evidente que todos nós gostaríamos de ter uma vivenda no campo, isolada, mas isso precisa de um bom planeamento e ainda de limpezas permanentes à volta das casas.

Para mim a resolução de todos os problemas que ultimamente tem sido levantados, não está nos meios, nem na prevenção, mas sim no planeamento e na gestão adequada do território. Precisamos de “pensar” o território e reorganizar o espaço. Encontrar e debater os pós e contras. Ouvir a população. O país tem de evoluir no planeamento e no ordenamento, mas acho um problema muito complexo de resolver.

 

 

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