As aplicações de Engenharia Física no nosso concelho


Foto: Miguel Gabriel

Engenharia Física: mas afinal o curso poderá servir precisamente para quê? Fomos tentar perceber isso mesmo. As possíveis aplicações que esta engenharia tem no nosso concelho. Rumámos assim, até Aveiro, ao encontro de Diana Ribeiro, alcobacense e aluna num mestrado integrado de Engenharia Física, da Universidade de Aveiro.

Primeiramente, Diana contou-nos que "um engenheiro físico é um profissional que estuda os fenómenos naturais e que usa os seus conhecimentos de física para descobrir novas soluções para produtos tecnológicos. Ele trabalha com as tecnologias mais avançadas da atualidade. Domina os conhecimentos técnico-científicos do futuro e, por isso, a sua atuação vai desde a investigação e desenvolvimento, até à conceção e fabrico de produtos, passando pela manutenção e controlo de qualidade. "

Pensamos inicialmente, que este é um curso que não tem grandes saídas em pequenas cidades, como por exemplo Alcobaça, "mas aí é que se enganam! Tem e não é pouca.", disse-nos a estudante de Engenharia Física.

Diana, explica-nos que "uma das grandes utilidades deste curso está na conceção de fibras óticas para transmissão de telecomunicações e para iluminação de pequenos detalhes, sem que fiquem fios elétricos à mostra. Isto é bastante útil para monumentos, onde podemos conjugar a beleza com melhores tecnologias. Um engenheiro físico também pode desenvolver sistemas de melhoramento de acústica no mosteiro e, assim, a transmissão das missas será bem melhor. Sistemas térmicos, de ventilação e iluminação de edifícios são outras grandes áreas aplicáveis em Alcobaça, desde museus, a hospitais ou até a habitações."

Ainda, pode ajudar no "planeamento e desenvolvimento de sistemas de geração de energia, tais como aerogeradores na Serra dos Candeeiros ou tecnologia de produção de energia através das ondas do mar das praias do concelho de Alcobaça são outros exemplos de setores em que um engenheiro físico, com especialização nas energias renováveis, pode desenvolver.

Refere a estudante que "uma área que tem estado em crescente é a física médica". Esta é "uma área que desenvolve instrumentação médica, como por exemplo equipamentos de radioterapia" e ainda afirma que "em cada hospital deveria haver um engenheiro físico, seja para calibração de equipamentos, seja para estudo e desenvolvimento de melhores instrumentos tecnológicos. Contudo, existem muito poucos profissionais especializados nesta área, o que nos faz pensar - Quem executa o trabalho destes engenheiros nos hospitais? – é preocupante!"

Percebemos assim, que quando apareceu este ramo da engenharia, o interesse aumentou e, desde aí, tem estado em grande crescimento, mas "são necessários nas empresas, nas indústrias e nos outros setores alguém com bases em várias áreas, de modo a poder interligar, por exemplo, um engenheiro civil com um arquiteto e um engenheiro eletrotécnico num projeto de um edifício. Qual o trabalho dos demais engenheiros? Aplicar as mesmas leis, as mesmas contas, os mesmos conceitos para projetar novos desafios.

Por fim, Diana Ribeiro afirma que "não podemos ficar agarrados ao passado. Temos de inovar, criar e explorar novos desafios e esse é o trabalho de um engenheiro físico: estudar formas inovadoras de resolver os problemas, com base nas mais avançadas tecnologias."

 

 

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